O principal elemento que usuários da tecnologia blockchain e às criptomoedas gostam é a questão do anonimato e da privacidade. Dentro dessas redes, nada é capaz de vincular uma carteira de Bitcoin a você. Ou melhor, quase nada. Erros de usuários vem deixando esse princípio mais fraco, e com isso tornando a rede menos anônima como um todo.

O problema todo estaria na reutilização de endereços, isto é, utilizar o mesmo endereço na blockchain para realizar mais de um recebimento. Segundo um levantamento da BitMEX, cerca de 50% usuários de Bitcoin realizam a prática.

Dentre os antagonistas da prática está o próprio criador da criptomoeda, Satoshi Nakamoto, que é conhecido apenas por esse pseudônimo. Ninguém sabe sua identidade real até hoje.

Apesar de diversas investigações apontarem Nick Szabo como criador do personagem Satoshi Nakamoto, não houveram confirmações reais, nem evidências sólidas que liguem a alcunha à pessoa.

Qual o problema com essa reutilização de endereços?

Quando qualquer pessoa na blockchain realiza uma transação para um endereço que já havia recebido valores antes, isso serve como mais uma pista para a identidade real por trás daquele endereço virtual.

De pouco em pouco, é possível ter um perfil completo sobre um usuário, e a partir dele, quem são as pessoas envolvidas nas transações, e o princípio do anonimato se perde.

Hoje, inclusive, há empresas especializadas para rastreamento e identificação de pessoas na blockchain, como a Chainalysis e a Elliptic.

De acordo com o levantamento, as corretoras de criptomoeda são umas das principais responsáveis pela situação, visto que realizam bastante operações e não parecem ter preocupação em manter a privacidade de suas transações utilizando sempre um novo endereço.

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