Desde a sua estreia na bolsa de Nova Iorque (NYSE), o Nubank se encontra em uma verdadeira gangorra com os “bancões” pelo posto de quem tem o maior valor de mercado. Nos últimos meses, a disputa pela primeira posição no ranking se alternou diversas vezes entre o banco digital e o Itaú. Nesta quarta-feira, 9, o Nubank voltou a ser o banco mais valioso da América Latina, avaliado em 47 bilhões de dólares. O valor supera os 41,5 bilhões de dólares alcançados em seu IPO. O Itaú tem valor de 42,6 bilhões de dólares.


A estreia gigantesca transformou o Nubank no banco mais valioso da América Latina e a quarta maior empresa do Brasil, mas o banco vinha registrando uma série de perdas desde a sua abertura de capital no final do ano passado, levando a fintech a deixar o ranking das 10 empresas mais valiosas da América Latina. Desde o IPO, o banco chegou a perder 10,3 bilhões de dólares em valor de mercado, diminuindo sua avaliação para 31,1 bilhões de dólares no  final de janeiro.


Mas, a fintech fundada em 2013 pelo colombiano David Vélez, pela brasileira Cristina Junqueira e pelo americano Edward Wible, deu a volta por cima e superou a avaliação alcançada no seu IPO. O banco agora figura na primeira posição do top 5 dos maiores bancos, ultrapassando Itaú, Bradesco, Santander e XP, segundo levantamento da consultoria Economatica. Essa, porém, não é a melhor avaliação que o banco já alcançou. No dia 10 de dezembro, o banco digital atingiu a marca de 54,6 bilhões de dólares.


As ações do banco digital e das demais empresas de tecnologia listadas no mercado americano vêm sendo bastante penalizadas com a sinalização de elevação da taxa de juros pelo Federal Reservere (Fed), banco central norte-americano, e a retirada dos estímulos em uma tentativa de controlar a inflação no país.


O Nubank conta hoje com 48 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, e se tornou o maior banco digital do mundo, ao desburocratizar e facilitar o acesso das pessoas ao sistema financeiro. Apesar de ter sido inovador nas soluções tecnológicas e nas ofertas aos clientes, como isenção de taxas, hoje o modelo de negócio é replicado pelos demais e passou a enfrentar forte concorrência.


No ano passado, o Nubank registrou prejuízo líquido de 230 milhões de reais, 26% menor que o resultado de 2019, com crescimento de 79% nas receitas, para 5 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2021, o banco lucrou 76 milhões de reais, o primeiro lucro da sua história.

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